segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Coimbra


No fim de cada noite surge sempre o medo que o tempo parta a galope e sente-se o desejo de viver tudo de novo — a mesma vertigem, a mesma magia, a mesma ilusão. E ama-se ainda com mais força esta cidade e aprende-se sempre.
Ficam as histórias e a certeza de que não se caminha só. Ficam as recordações das serenatas ao luar, dos rasganços, dos amores e de tanta, tanta coisa.
Para a vida, parte-se com a sensação de se ter vivido um poema de Zeca, uma balada de Portugal, um acorde de guitarra de Paredes: belos momentos dedicados a Coimbra. Mas tão breves quanto efémeros. E, no entanto, imortais.

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